ESPORTES

Futebol e política: ex-jogadores voltam ao radar eleitoral para 2026

De Romário a Luís Fabiano, a ligação entre esporte e política volta a ganhar força no cenário eleitoral de 2026

03/06/2026

Luís André Coelho

A relação entre futebol e política no Brasil não é recente. Há décadas, nomes conhecidos dos gramados utilizam a popularidade conquistada dentro de campo como ponto de partida para disputar espaço nas urnas. Em 2026, esse movimento volta a ganhar força, com ex-jogadores e técnicos articulando candidaturas ou sendo sondados por partidos.

Nas últimas semanas, o ex-atacante Luís Fabiano declarou pré-candidatura a deputado federal por São Paulo. Com passagens marcantes por grandes clubes e pela Seleção Brasileira, o ex-camisa 9 inicia uma nova fase pública, agora fora dos gramados.

Além do ex-atacante tricolor, outros nomes ligados ao futebol também aparecem no cenário político. Edmundo, ídolo do Vasco e com passagem destacada pelo Palmeiras, é citado como pré-candidato a deputado federal. Já Vanderlei Luxemburgo, um dos técnicos mais conhecidos do país, foi anunciado como pré-candidato ao Senado pelo Tocantins, pelo Podemos.

O movimento reforça uma estratégia recorrente na política brasileira: transformar fama, identificação popular e visibilidade midiática em capital eleitoral. No caso do futebol, essa conexão é ainda mais forte, já que atletas e treinadores costumam carregar vínculos emocionais com torcedores, clubes e regiões.

Atualmente, Romário, campeão mundial em 1994, exerce mandato como senador pelo Rio de Janeiro, com mandato até 2031. Bebeto, parceiro do Baixinho na conquista do tetracampeonato, também teve passagem pela política, exercendo o cargo de deputado estadual pelo Rio de Janeiro entre 2011 e 2019.

A presença de ex-jogadores na política, no entanto, vem de décadas. Roberto Dinamite, maior ídolo da história do Vasco, foi vereador no Rio de Janeiro e deputado estadual por vários mandatos. João Leite, ex-goleiro do Atlético Mineiro, construiu trajetória política em Minas Gerais, passando pela Câmara Municipal, pela Assembleia Legislativa e pelo Executivo estadual.

Outros nomes também tentaram ou ocuparam cargos públicos. Túlio Maravilha, conhecido pelo estilo irreverente dentro e fora de campo, teve passagem como vereador em Goiânia. Marcelinho Carioca, ídolo do Corinthians, disputou diferentes eleições ao longo da carreira política e chegou a exercer, por um período, o mandato de deputado federal como suplente.

A entrada de ex-atletas na política mostra como o futebol segue sendo uma das principais vitrines de projeção pública no país. Para os partidos, esses nomes representam alcance, reconhecimento imediato e facilidade de comunicação com diferentes públicos. Para os eleitores, a escolha costuma misturar memória afetiva, identificação esportiva e expectativa de atuação pública.

Com a proximidade das eleições de 2026, a tendência é que novos nomes do esporte sejam testados por partidos em busca de visibilidade e votos, ampliando uma relação histórica entre os gramados e a política brasileira.

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DEPUTADO FEDERAL - EDMUNDO - ESPORTES - LUIS FABIANO - PODEMOS - POLITICA - ROMÁRIO

Escrito por:

Luís André Coelho

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